Dicas para a Prova da 2ª Fase OAB – Civil

Dicas para a Prova da 2ª Fase OAB – Civil

 

Novamente, voltamos a analisar as provas da OAB.

Foi visto, em publicações anteriores, que uma boa estratégia para quem vai fazer a 2º fase da OAB/FGV é focar em ações indenizatórias, apelação, agravo de instrumento, cautelares em geral – sejam nominadas ou inominadas – e ações possessórias.

Isto porque essas peças foram as mais utilizadas pelos examinadores, desde o exame nº 106 da OAB/SP até a última prova unificada da FGV.

Segue quadro atualizado:

PEÇAS Quantas vezes já caiu
Apelação

14

Possessórias

13

AI

12

Indenizatória

12

Cautelares em geral

12

Monitória

5

Execução

3

Contestação

3

Revisional de aluguel

3

Embargos de terceiro

3

Embargos à execução

2

Consignação em pagamento

2

Ação de Alimentos

2

Outros

23

TOTAL

109

 

E, sem dividir a matéria específica, mas levando em conta apenas o tipo de peça:

PEÇAS (sem distinguir matéria) Quantas vezes já caiu
Iniciais

75

Apelação

14

AI

12

Contestação

3

Outros

5

TOTAL

109

 

 

Mas, quando falamos em “foco” não significa que o candidato possa ignorar as demais matérias especificadas no edital.

Até porque, nos últimos dois exames, a banca inovou e pediu a elaboração de ações judiciais que, até então, nunca haviam caído em forma de peça: (i) unificado XI, Ação de despejo – comentários no seguinte link: http://migre.me/iPbBx; e (ii) unificado XII, Ação de Interdição – comentários no seguinte link: http://migre.me/iPbMI.

A bem da verdade, a inovação mencionada pode ser atribuída à mudança do órgão examinador (Fundação Getúlio Vargas, desde 2010), a qual não parece ter afinidade com aquilo que vinha sendo abordado corriqueiramente.

Mas também é verdade que, embora a instituição não siga o “script” no que diz respeito às peças, há, sim, “repetição” quanto aos temas que mais caíram em forma de pergunta.

Foi o que afirmamos em publicação de maio/2013, semanas antes do exame unificado X, nos seguintes termos:

[...] – A FGV abordou mais de uma vez os seguintes institutos do direito civil: (i) ausência, (ii) defeitos e invalidades dos negócios jurídicos, (iii) mora e (iv) sucessões;

- Em relação ao direito processual civil, os institutos mais abordados foram: (i) tutela específica do art. 461 (multa-diária), (ii) ação de execução e (iii) Recurso Especial;

- Questionamentos envolvendo direito do consumidor também apareceram mais de uma vez;

- Por fim, de um total de 34 questões elaboradas pela FGV, 19 envolveram direito processual [...]” (link: http://goo.gl/DXi3OO)

Neste ponto, como dito, o cenário ratifica-se.

Veja-se que, nas últimas três provas, vislumbramos novamente questões sobre: ausência (unificado IX), defeitos e invalidades dos negócios jurídicos (unificado IX), mora (unificado IX), sucessões (unificado X e XI), CDC (unificado X, XI e XII) e execução (unificado XII).

Em acréscimo, destacamos, por ora, as seguintes matérias que também já caíram mais de uma vez e foram perguntadas nas últimas provas: (i) casamento, principalmente no que diz respeito à separação consensual e divórcio; (ii) Juizado Especial; e (iii) direito de vizinhança.

Enfim, surge mais um rol de matérias a serem estudadas com “carinho” pelos examinandos.

Mas, dada a imprevisibilidade da banca, como visto acima, reiteramos, desta vez, com maior ênfase: a preparação do candidato exige um planejamento de estudo de tudo o que foi disponibilizado no edital, mediante estudo sistematizado e interdisciplinar, com equilíbrio entre matérias de cunho processual e material.

É isso!

Esforço e dedicação. Esta é a chave para a conquista!

E, se quiser um ótimo auxílio na preparação, consulte os livros FOCO e os cursos IEDI. Vale a pena!

Bons estudos!

Prof. Denis Skorkowski – @denisskor

Professor assistente-corretor da 2ª fase civil do IEDI

Prof. Caio Oliveira – @Caio_Oliveira34

Professor assistente-corretor da 2ª fase civil do IEDI

OAB SP comemora 40 anos de implantação do Exame de Ordem

Fonte: OAB/SP

OAB SP comemora 40 anos de implantação do Exame de Ordem

Em 2014, o Exame de Ordem completa 40 anos de sua implantação obrigatória na Secional Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB SP), onde surgiu por iniciativa do então presidente Cid Vieira de Souza, em 1971. Os bacharéis em Direito formados até 1973 ficaram isentos de prestar o Exame, mas em 1974 , a prova passou a ser obrigatória em todo o Estado. Naquela época, o Exame era realizado em duas fases (escrita e oral) na própria sede da OAB SP e reunia poucos candidatos. Eram realizadas 4 edições do Exame por ano (março, julho, setembro e dezembro), e hoje são 3 edições anuais .

Bacharéis realizam prova na década de 70 na OAB SP

Durante o ano de 1974 se inscreveram 211 bacharéis em Direito, sendo aprovados 154. Atualmente, o número de inscritos para as três edições anuais do Exame  supera 100 mil candidatos/ano em todo o País. Somente no Estado de São Paulo a prova  é aplicada a mais de 20 mil bacharéis em Direito em 35 cidades e a média de aprovação nacional fica no patamar de 20%.

“Criado em São Paulo, o Exame de Ordem se expandiu para todo o País e se aprimorou. Diante da massificação dos cursos jurídicos e da queda da qualidade do ensino vem demonstrando ser um instrumento cada vez mais necessário para mensurar o conhecimento jurídico básico do bacharel em Direito que deseja ser advogado. É uma proteção para a advocacia, que somente aceita em seus quadros bacharéis com comprovado conhecimento técnico-jurídico, e para a cidadania, que terá advogados capacitados para patrocinar suas causas”, explica Marcos da Costa, Presidente da OAB SP.

O Conselheiro Cid Vieira de Souza Filho lembra  que o ministro da Educação, da época,  Jarbas Passarinho era conta o Exame de Ordem que, no entanto, recebeu apoio da sociedade, da imprensa e dos estudantes de Direito da USP e da PUC-SP.

Em 2010, o Conselho Federal da OAB concluiu a unificação nacional do Exame de Ordem, que anteriormente era organizado de forma independente pelas Seções estaduais da OAB. Atualmente, em todo o Brasil o Exame de Ordem é aplicado na mesma data, com a mesma prova e os mesmos critérios de avaliação e de correção, o que assegura uma avaliação única da qualidade do ensino jurídico no País.

O Exame de Ordem atualmente  é aplicado em duas fases. Na primeira fase, o candidato deve responder 80 questões objetivas (múltipla escolha) sobre Direitos Humanos, Código de Defesa do Consumidor, Estatuto da Criança e do Adolescente, Direito Ambiental, Direito Internacional, Estatuto da Advocacia e da Ordem dos Advogados do Brasil, Regulamento Geral e Código de Ética e Disciplina da OAB. A prova prático-profissional, na segunda fase, consiste na redação de uma peça profissional e resposta escrita a outras quatro questões.

A aprovação no Exame de Ordem é obrigatória para o bacharel em Direito ingressar na Ordem dos Advogados do Brasil e exercer legalmente a advocacia, como previsto na Lei Federal 8.906-94 (Estatuto da Advocacia). O Exame pode ser prestado pelo bacharel em Direito, ainda que esteja pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição de ensino superior regularmente credenciada. Os estudantes de Direito, do nono e décimo semestres, também podem fazer as provas.

Para comemorar os 40 anos, a OAB SP reeditou – em edição fac-símile – o livro “O Exame de Ordem como instrumento de defesa do interesse público”, de Cid Vieira de Souza, publicado inicialmente quando da implantação do Exame em São Paulo. Uma das curiosidades da obra é a reprodução de documentos, como provas corrigidas e ofícios de juízes de Direito apontando que os advogados estavam maltratando o português em suas petições. Na obra, também fica claro que os questionamentos feitos contra o Exame na década de 1970 são bastante similares aos de hoje: “trata-se de um segundo vestibular”, “cria discriminação para os candidatos à advocacia”, “promove reserva de mercado”, “desacredita as faculdades de Direito”. “Nenhum desses argumentos se sustentou ao longo dos 40 anos, a demonstrar a importância e fundamentação jurídica do Exame de Ordem”, finaliza Costa.

Depoimentos de advogados que fizeram a prova em 1974

Fábio Ferreira de Oliveira – Conselheiro da OAB SP e Ex-presidente da AASP

“Não me surpreende o alto grau de reprovação do Exame de Ordem atualmente. Considero que a prova era mais fácil do que hoje, porque a média entre as provas escrita e oral era de 5 pontos. Na escrita, fiz uma peça sobre revisional de alimentos, que para mim foi fácil porque eu já estagiava e tirei nota  9. Só precisava tirar 1 ponto na prova oral, mas também fui bem e fiquei com média final alta”.

Cícero Harada – Procurador do Estado aposentado e Ex-conselheiro da OAB SP

“Não tive dificuldades no Exame de Ordem porque meu pai, que era advogado, me dizia para eu ler. Então eu lia muito, importava livros e lia. Tanto  que quando fui prestar concurso para procurador, passei sem estudar. Hoje, os estudantes reclamam, mas percebemos ( já fui professor) que, a cada ano, a base educacional dos alunos é pior. Quando chegam à faculdade, eles estão sem base e não conseguem acompanhar o programa da faculdade. Eles não sabem interpretar uma lei, por exemplo, porque o Direito parece fácil, mas não é. É preciso saber interpretar uma lei à luz da Constituição, das leis complementares e da situação fática”.

 

José Luiz da Silva Leme Taliberti – advogado

 

“Quando prestei o Exame de Ordem, a prova era mais voltada para o aspecto prático da advocacia. Hoje, deixa a desejar nesse aspecto, mas entra em questões mais profundas, testa o conhecimento e é preciso mesmo ser cada vez mais forte porque os estudantes estão cada vez mais despreparados. Não tive problemas para ser aprovado porque trabalhava desde o primeiro ano da faculdade. E depois, por muitos anos, apliquei a prova oral no Exame, mas acho que a prova é essencial”.

OAB pede suspensão de advogado preso após assaltar posto em Santos

Leia a matéria no site do G1

Fonte: G1 Santos

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santos, no litoral de São Paulo, requereu ao Tribunal de Ética e Disciplina, em caráter de urgência, a instauração do processo de suspensão preventiva do advogado Marcelo Cury e Silva, suspeito de ter participado do assalto a um posto de combustíveis nesta segunda-feira (21). Ele, junto com mais três homens, tentou roubar também uma empresa de segurança privada.

Segundo a OAB, foi feito ainda um pedido ao juiz da Vara de Júri e Execuções Criminais da Comarca de Santos para que o advogado, preso provisoriamente, tenha o direito a recolhimento em Sala de Estado Maior, conforme prevê o Estatuto da Advocacia. Os requerimentos já foram protocolados e enviados para as devidas providências.

Suspeitos roubaram posto e agrediram funcionários (Foto: Guilherme Lucio/G1)Suspeitos roubaram posto e agrediram
funcionários (Foto: Guilherme Lucio/G1)

O caso
Quatro homens, entre eles um advogado, foram presos suspeitos de realizar dois crimes na manhã de segunda-feira em Santosx. Segundo informações da Polícia Militar (PM), a quadrilha tentou roubar uma empresa de segurança privada e assaltou um posto de combustíveis.

O primeiro crime aconteceu por volta das 7h. Thiago Souza dos Santos, de 21 anos; Cristian Guilherme Matias, de 19; Paulo Robson Alberto de Barros, de 30; e o advogado Marcelo Cury e Silva, de 28 anos, invadiram uma empresa de segurança privada no bairro Vila Mathias. Os funcionários que estavam no local se assustaram e fugiram, assim como os suspeitos, que saíram em um carro branco sem levar nada. A polícia suspeita que eles buscavam por armas.

Funcionários da empresa reconheceram os suspeitos e ligaram para a polícia, que começou a realizar buscas pela região.

Carro utilizado pela quadrilha nos crimes (Foto: Guilherme Lucio/G1)Carro utilizado pela quadrilha nos crimes foi
apreendido (Foto: Guilherme Lucio/G1)

Enquanto as equipes realizavam patrulha, outra denúncia foi feita. Dessa vez, os suspeitos assaltaram um posto de combustíveis no bairro Ponta da Praia. Dois frentistas foram agredidos durante a ação, a quadrilha levou cerca de R$ 200 em dinheiro e maços de cigarro. Testemunhas afirmam que eles fizeram ameaças, mas não estavam armados.

Durante a fuga, os suspeitos foram surpreendidos pelos policiais, que reconheceram o carro descrito pelas vítimas na Avenida Mário Covas. Os quatro homens foram presos em flagrante e levados ao 1º Distrito Policial (DP) do município. Nenhuma arma nem drogas foram encontradas no interior do veículo.

Três dos quatro suspeitos já apresentavam antecedentes criminais por roubo, tráfico de drogas e formação de quadrilha, apenas Marcelo, que é advogado registrado na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e dono do carro usado nos crimes, não possuía antecedentes. As vítimas foram até a delegacia e reconheceram os suspeitos.

OAB pede suspensão de advogado preso após assaltar posto em Santos (Foto: Reprodução/TV Tribuna)OAB pede suspensão de advogado preso após assaltar posto em Santos (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

Juiz recomenda transporte de acusado para audiência em ‘lombo de burro’

Fonte: Migalhas

Sugeriu também condução por meio de carro de boi, charrete ou táxi.

 “Saliento que na impossibilidade de haver viatura deverá a autoridade policial trazer o acusado em lombo de burro, carro de boi, charrete ou táxi”. A determinação foi do juiz de Direito Celso Serafim Júnior, ao ter que remarcar audiência, pois o detento não compareceu ao fórum de Mirinzal/MA por falta de meio de transporte.

Para o presidente da AMMA – Associação de Magistrados do Maranhão, juiz Gervásio Santos, a precariedade do aparato de segurança pública do Estado causa problemas ao Judiciário, que, tradicionalmente, tem fama de lento para a sociedade que lhe cobra celeridade, sobretudo quando se trata de processar e julgar aqueles que praticaram delitos.

“Essa atitude apenas reflete a insatisfação do magistrado com a falta de apresentação dos presos, pois quando a audiência não se realiza a sociedade ou o CNJ cobra do juiz. Desejamos que esse episódio sirva de alerta às autoridades do Estado.”

Gervásio também destaca que os processos criminais estão na pauta do CNJ que recomenda prioridade absoluta quando se trata de réu preso e os juízes, por sua vez, fazem um esforço para garantir celeridade, zelando para que não haja excesso de prazo dos que se encontram presos. Porém, esbarram no fato de que semanalmente dezenas de audiências em todo o Estado são adiadas por um motivo banal: a não apresentação do réu devido à falta de veículo para transportá-lo.

Videoconferência

Diante do quadro de abandono do aparato policial em várias comarcas do MA, a AMMA informou que vai encaminhar requerimentos ao TJ para que seja instalado o sistema de videoconferência nos fóruns do interior do Estado, a fim de que os presos possam ser ouvidos em audiência nas unidades prisionais nas quais estejam.

POR ONDE COMEÇO MINHA PREPARAÇÃO PARA A 2a FASE DO EXAME DE ORDEM?

Bom dia Pessoal!

Começo de semana, sempre muito propício para “recarregar” parcialmente as baterias e encarar os preparativos para o próximo desafio: A 2a fase!

Pelo o que temos visto por aqui, muitos ainda não têm idéia por onde começar, pois bem, vamos traçar um roteiro simples e prático que pode auxiliar este “start”:

Na maioria das vezes optamos pela área de 2a fase com base em nossas experiências ao longo da faculdade, em razão de estágios, pelo fascínio no assunto ou mesmo por certa facilidade em caminhar na área.

Grande equívoco, como sempre digo, optar por que “esta área é mais fácil que a outra” ou qualquer argumento do gênero (isso porque não existe área fácil e difícil, tudo é relativo às suas experiências com ela).

Independentemente da maneira que você chegou à opção da 2a fase, a hora agora é de alinhas esforços para que seja mais uma etapa vitoriosa! Vamos lá:

1) O primeiro passo é decidir qual vai ser a “estrutura” da sua preparação: Curso preparatório? Estudo sozinho (em razão de trabalho, horários, dinheiro, tempo etc)? Estudo em grupo (muitos se unem e realizam verdadeiras oficinas de estudo). Tomaremos como premissa o estudo através de um Curso Preparatório complementado pelo indispensável “Estudo Solitário” com uma Obra de qualidade (a nomenclatura foi só pra dar um drama típico do momento, rs. Trata-se das resoluções de questões, “treino de peças” e leitura de material, tudo realizado pelo próprio Examinando) e o inseparável amigo Vade Mecum (ou simples código da área pretendida).

Conheça os nossos cursos (Cursos IEDI) de preparação para a 2a fase do Exame de Ordem – Clique aqui!

Conheça nossas obras (Editora Foco) de preparação para a 2a fase do Exame de Ordem – Clique aqui!

2) Escolhido o curso, de modo especial, destacamos acima o Curso Iedi de 2a fase para o Exame de Ordem (curso desenvolvido, preparado e atualizado pelos melhores professores do mercado – conheçam nossos professores), a Obra a ser utilizada como complemento (na ocasião do estudo solitário) e o inseparável Vade Mecum/ Código, o passo seguinte é começar a colocar tudo pra funcionar o quanto antes.

CONHEÇAM NOSSOS COMBOS IMPERDÍVEIS!!! 

Nas aulas do IEDI o aluno encontrará não apenas conteúdo expositivo mas também a consolidação da experiência profissional e conhecimento da prova pelos professores, com abordagens pontuais sobre aspectos relevantes a se explorar na resolução das questões e peça prática.

Sistematicamente, após assistir às aulas, o alunos devem acompanhar (a medida que a matéria avança nas aulas) o conteúdo da obra + resolução de questões dissertativas e peça prática (quando for o caso de cada uma, de acordo com o conteúdo programático das aulas).

3) A preparação para a 2a fase, além do prévio conhecimento dos assuntos pertinentes à área escolhida, é necessário muita repetição! Exatamente… repetição! Quanto mais peças forem escritas, estudadas, analisadas, examinadas (artigos legais que se devem mencionar, argumentos intrínsecos, princípios relevantes a destacar etc) maior será sua capacidade de, no momento da prova, ao ler o enunciado, compreender a demanda, identificar a solução e a peça/resposta cabível.

4) Tanto a peça prática quanto as questões possuem importância equivalente, uma vez que, na prática, estamos sujeitos à interpretação de um Examinador, não sendo possível (ou plausível) que reservemos todo o foco da preparação só para as questões ou só para a peça prática. É preciso que tenhamos uma preparação focada em ambos!
Muitas vezes o candidato é “salvo” por um décimo garantido nas questões ou na peça prática, a depender do caso (inúmeras situações relatadas pelos internautas, em todas as edições do Exame, sem exceção). Sendo assim, não deixe de trabalhar, de maneira equivalente, com questões e peça prática, as duas são importantes, cada uma na sua proporção! Você também pode ser aprovado por 0,1.

5) Outra postura muito interessante à preparação para a 2a fase é conhecer as principais súmulas, súmulas vinculantes e jurisprudência consolidada das áreas. Não é necessário gastar horas buscando jurisprudência em sites, até porque as principais serão abordadas nas aulas ou na próprio livro. Alguns Códigos ou Vade Mecuns, específicos por área do direito (e editados em vistas ao Exame de Ordem) já possuem as súmulas organizadas pelo assunto, otimizando a busca na hora da prova e durante a preparação. Dêem uma lida, “gaste” 1 hora ou mais por semana fazendo isso. Quando diante da situação aplicável ao que dispõe hipotética súmula, certamente se lembrará de ter lido algo a respeito. Importante destacar que em Exames passados, considerável pontuação foi atribuída ao candidato que mencionasse simplesmente uma súmula, OJ ou súmula vinculante!

6) Resolva muitas provas, analise o que está sendo cobrado na questão/enunciado da peça. O Curso IEDI disponibiliza os Simulados On Line, onde o aluno terá suas correções feitas individualmente, em um contato muito próximo com os professores, sendo possível compreender o que está errado, o que está certo, onde é preciso melhorar etc.

7) A Caligrafia é importante na prova? Claro que sim! Afinal, será o meio de comunicação entre você e o Examinador. “Ah, desde os 7 anos minha letra é assim… não vou caprichar na letra.” Sinto dizer que, se sua intenção é a aprovação na 2a fase, é melhor começar a caprichar na letra.

Uma letra legível é indispensável à compreensão da sua prova. Não se trata estritamente de estética literária, mas de necessidade de comunicação. Não se sinta solitário, se este é seu caso, eu entendo bem como é. Foi difícil transformar minha caligrafia da fonte “resultado de eletrocardiograma” para algo legível. Foi só para a prova… hoje ela voltou ao que era, rs.

A questão é a seguinte, se é preciso, que treinemos as tais letras legíveis. Não é preciso aquela letra de convite de casamento, apenas que seja possível LER e ENTENDER. Ok?

8 ) É importantíssimo observar o que pode ou não pode na hora de escrever a peça prática. Não é possível sinais que identifiquem sua prova, então, por mais tentador que seja, não assine a peça, não indique número fictício de OAB… seja humilde, ainda que as aulas/professores/obras pareçam, no início, algo “Ahhhh isso eu sei”, ouça, leia, entenda… não há informação inútil quando estamos diante de profissionais e uma obra feita com total dedicação e experiência no Exame de Ordem. Humildade, o caminho pro seu sucesso em tudo na vida, até mesmo no exame de ordem! Pense nisso.

9) Infelizmente, o exame de ordem deixa sempre claro que não cumpre com sua função, que seria atestar se o bacharel está ou não apto a atuar na vida profissional, mas sim exigindo do examinando TÉCNICA e CONHECIMENTO. Técnica de resolver a prova dentro dos moldes exigidos pela banca e Conhecimento a ser aplicado de forma moldada à Técnica necessária. Muitos já habituados à verdadeira vida prática de um advogado (Estagiários na ativa) se decepcionam na hora da preparação para a segunda fase, principalmente quando na divulgação do gabarito e das atribuições de pontos. Já foi o caso de verificarmos que se um candidato errasse a peça, o prazo, o endereçamento, mas utilizasse referido fundamento legal (citar um artigo, por exemplo) conseguiria os pontos necessários para a aprovação.

É por isso que dizemos, dancemos conforme a música toca, já que nossa proposta não é simplesmente discutir a eficácia/eficiência do Exame, mas dominar a técnica e o conhecimento necessários à aprovação!

Treinem as questões e peças, leiam enunciados para se habituarem às pegadinhas (toda informação descrita tem alguma função na prova: atenção às datas, condições da vítima/réu/contribuinte, localidade, pertinência da matéria, competência do assunto etc)

Atenção para os sintomas de desespero, COMPLETAMENTE NATURAL, durante sua preparação:

-“Ah eu não sei nada, vou pular da ponte!” Calma filho… não precisa tudo isso! Chega uma hora que essa é a sensação, por mais bem preparado que esteja, muitos têm essa sensação. Isso não é fruto do despreparo, mas da pressão, da ansiedade, do medo. Confie na sua preparação, nos seus esforços até aqui!

-“Ahh eu fiz 60 pontos, não vou estudar pra segunda fase. O cara que gabarita a prova, esse cara sou eu!” Isso, muito bem! É por isso que, se você pensa assim, vai ter que ir bem na 1a fase de novo… no próximo exame! Como escrevi acima, seja humilde! Não importa se você fez 300 pontos ou se ficou por 01 ponto e passou com a anulação. Filho de Deus, o que importa é estar na 2a fase, e aí sim, brigar por cada ponto! Como diria um amigo “o importante é fazer o gol, não importa se de trivela ou de bico. Gol é gol” e isso é a mais pura verdade. Então, se você tem aquele amigo “Pavão”, que gosta de sair por aí com aquele orgulho em demonstrar sua pontuação, não ligue, seja humilde, concentre-se na sua prova e saiba que ser aprovado na 1a fase com 40 ou 80 pontos, dá na mesma, vocês vão junto para a 2a fase “zerados”.

“Não vou caprichar na minha letra, esse cara não sabe de nada” - Querido, acesse o site da OAB/GV e já inscreva-se no próximo exame. Repito, humildade, foco e determinação em alcançar o seu resultado pretendido. Não estamos fazendo um favor à OAB ao proceder com a inscrição no Exame, estamos buscando um sonho, encerrando um ciclo acadêmico.

-“Eu quero é ser juiz/promotor, não quero ser advogado… vou fazer de qualquer jeito a prova pois minha meta é outra!” – Ótimo, carreiras fantásticas assim como a advocacia. Mas sinto dizer que sem a OAB, este sonho não se concretizará (não na atual conjuntura). Sendo assim, mesmo que estes concursos sejam sua meta final, mire nas necessárias fases até que sua caminhada chegue ao final. E também aproveite e conheça o livro Como Passar em concursos da Magistratura e também Como Passar em Concursos do Ministério Público, os quais participo com outros professores da Editora Foco!

Espero que, de forma simplificada e superficial, possa ter contribuído com esta organização inicial e planejamento a curto prazo para sua aprovação no Exame!

Vamos à luta!

Bons Estudos a todos!

Savio Chalita