Dois Exames de Ordem por ano: boa notícia?

Vem repercutindo bastante as entrevistas dadas por representantes da OAB do Amazonas e do Rio Grande do Norte, que revelaram as propostas de mudanças no Exame de Ordem já para a próxima prova.

Uma das propostas prevê que o exame passará a acontecer apenas duas vezes por ano, em vez de três, como acontece hoje.

Muita gente vem opinando sobre o assunto e a maior parte dos opinantes tem sido contrária à mudança.

O principal argumento é que, quem não for aprovado num exame, terá de esperar por longos seis meses para fazer outro.

Outro argumento é que a medida tende a fazer com que haja menos aprovações por ano, pelo menor número de provas.

Minha opinião, contudo, é diferente da maioria.

Acredito que a existência de maior tempo entre um exame e outro vá permitir e (forçar) que os examinandos façam uma preparação mais adequada.

A ansiedade dos examinandos em fazer cada prova que aparece, somada a existência de muitas provas ao ano, somada também à existência dos chamados cursos “papa-níquel” (cursos com pouquíssimas horas de duração e que prometem soluções milagrosas), acaba impedindo que o examinando pare, se organize e faça uma preparação adequada para uma prova que há muito tempo deixou de ser fácil.

Uma preparação decente depende de tempo!

É bom que você saiba que boa parte das editoras e cursos está preocupada com essa possível mudança no número de exames por ano, pois existe boa chance do faturamento diminuir.

Eu, ao contrário, estou na torcida para que a mudança aconteça.

Nós, editores, coordenadores e professores especializados em Exame de Ordem temos que ser éticos com os examinandos, alertando-os para o fato de que “não há milagre”.

A aprovação num exame tão complexo como o da OAB não acontece depende de uma excelente preparação, que envolva estudo da teoria, leitura da lei e resolução de questões. E isso depende de tempo!

Dificilmente alguém reprovado no exame de ordem tem a coragem de deixar de fazer um exame para estudar para o exame subsequente por meio de uma preparação mais sólida.

A tentação do reprovado é fazer o exame que vem logo em seguida.

Mas, como o tempo é curto entre um exame e outro, é muito comum vermos os candidados fazendo cursos que, às vezes, sequer tem 1 (um) mês de duração.

A mudança é boa, pois esse tipo de tentação ficará eliminada.

Aquele que não for aprovado num dado exame terá, necessariamente, mais uns cincou ou seis meses para se preparar para o próximo.

É claro que haverá casos de pessoas que ficarão por um ou dois pontos da nota mínima e que ficarão bem mal de ter de esperar mais um bom tempo para outra prova.

No entanto, a grande maioria dos reprovados não fica tão perto assim. E mesmo aquele que ficar tão perto assim terá a oportunidade de fazer uma preparação certeira, que o elevará a uma condição tal de desempenho, que a preparação reforçada certamente será útil quando fizer a 2ª fase do exame. Sem contar que o conhecimento acumulado poderá ajudar em empreitadas futuras, como a preparação para um concurso público.

Sei que muita gente poderá não concordar com minha opinião. Sem problemas. Esse espaço serve para debate e as diferenças, pra mim, levam à evolução das idéias, e não à disputa de idéias.

O importante é que eu fale a verdade pra você: somente preparações consistentes garantem a aprovação. Não há mais sorte ou milagre no Exame de Ordem.

É claro que também estou na expectativa de que as mudanças no Exame de Ordem não parem por aí.

Faz-se necessário que haja mais transparência no exame, a começar pela existência de um conteúdo programático, providência que é básica em qualquer concurso, e que não existe para a 1ª fase do Exame de Ordem.

Faz-se necessário também que se deixe claro o número de questões de cada disciplina, bem como que fique claro se Direitos Humanos será uma disciplina a parte ou só “cairá” de modo transversal, conforme o discurso oficial.

Mas não é só. É fundamental que as questões do exame cobrem mais habilidades e competências, e menos conteúdo “decoreba”.

E já é chegada hora de começarmos a refletir sobre a possibilidade de o examinando levar o texto legal já para a 1ª fase do exame.

Afinal de contas, o advogado, no seu dia-a-dia consulta o texto legal quando atua. E o mais importante, no exame de ordem, é avaliar o raciocínio, e não a boa memória do texto legal.

Há outras alterações no exame que reputo importante. Mas vamos deixá-las para outro texto.

Finalizo esse texto dizendo pra você que, da nossa parte, estamos preparados para ajudar os examinandos para essa possível modificação quanto ao número de exames por ano.

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Tudo com o objetivo de que você tenha o aprendizado mais efetivo possível.

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Depeço-me dizendo que estou aqui na torcida para que você contenha a ansiedade e tenha visão de médio e longo prazo, pois, na vida, temos que ser menos imediatistas e procurar caminhos mais consistentes, ainda que mais longos.

O alicerce de uma casa tem ser sólido para que ela não caia.

Desejo a você foco, organização, disciplina, fé e atitude!
Um forte abraço,

Prof. Wander Garcia

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